A resistência do concreto é decisiva em qualquer obra

Entenda o que é a resistência do concreto para planejar sua construção de forma mais inteligente e segura.

O tipo e a resistência do concreto a ser utilizado em uma obra são fatores decisivos e primordiais em qualquer projeto. Esteja atento, pois esse minucioso conhecimento técnico implicará na segurança e na economia de construção.

Sabemos que cada caso é um caso. Sendo assim, caberá ao engenheiro civil planejar e calcular as medidas de utilização de concreto em cada etapa, uma vez que a proporção difere de acordo com sua utilização. A resistência de concreto calculada para os pilares será diferente da resistência necessária para a fundação e a pavimentação, devido às suas finalidades distintas.

Para nortear a aplicação de concreto com precisão utiliza-se a unidade de medida Fck.

Mas, afinal o que é Fck?

Do inglês Feature Compression Know, o termo foi livremente traduzido para o português como Resistência Característica do Concreto à Compressão e tem uma norma só para ele: a NBR 6118, que discorre sobre Projetos de Estruturas de Concreto e dita que a análise de qualidade deve ser realizada aos 28 dias de idade do concreto.

Ao estudar de forma mais aprofundada sobre Fck, encontrará intimamente ligada a essa sigla o termo ‘MPa’, que significa Megapascal que é a unidade de medida de pressão – Basicamente a força dividida pela área. Ficou difícil? Exemplificamos: dizer que o concreto possui Fck de 25 MPa é o mesmo que dizer que o concreto possui resistência à compressão próxima de 250 kfg/cm².

Graças ao constante trabalho de pesquisa e desenvolvimento na área civil, atualmente temos concretos com resistências altíssimas, muito superiores aos do passado: se antigamente nos mantínhamos numa média de 18MPa, hoje estamos entre 25 a 30 MPa, sem contar os chamados concretos de alto desempenho, que chegam a resistências superiores a 100 MPa.

Etapa por etapa:

Para planejar o uso do concreto a ser utilizado em diferentes resistências desde o projeto estrutural, o engenheiro civil levará em consideração toda e qualquer característica da construção, como: a estrutura onde será direcionada, o local de execução e o custo-benefício dos elevados valores de resistência do concreto, já que o seu preço varia conforme o Fck e essa projeção permitirá calcular o orçamento executivo.

No controle tecnológico de uma obra, a resistência do concreto também é decisiva. Para que a estrutura projetada seja atestada e aprovada, o concreto utilizado deverá, obrigatoriamente, ter atingido os cálculos de Fck previamente definidos pelo responsável técnico da obra.

Todos esses dados serão decisivos no futuro, caso a edificação precise sofrer alterações, como de ampliação. Os valores relacionados a resistência do concreto utilizado em toda a obra devem ser esclarecidos para o cálculo de reforço estrutural, em determinados casos.

A escolha para a sua obra:

O indicado é seguir o que preconiza a NBR 6118, começa por definir a classe de agressividade a qual o concreto estará submetido durante sua vida útil: um ambiente mais agressivo precisará de concreto de maior resistência à compressão. A Tabela 6.1 na NBR 6118 nos ajuda de forma simples a fazer análise:

  • Fraca (I): ambiente rural ou submerso, onde o risco de deterioração do concreto é insignificante;
  • Moderada (II): ambiente urbano, onde o risco de deterioração do concreto é pequeno;
  • Forte (III): marinho e certos tipos de indústria, onde o risco de deterioração é grande;
  • Muito Forte (IV): estrutura que receba respingos de maré e certos tipos de indústria, onde o risco de deterioração é elevado.

Cada classe das citadas acima terá uma indicação de Fck/ MPa. Esta relação também está descrita na NBR 6118 e é diretamente ligada à resistência final do concreto, que deve ser observada durante toda a execução de uma estrutura.

Para concluir:

Uma obra bem planejada deve contar com o know-how sobre a resistência dos concretos por parte dos projetistas, dada a importância de sua qualidade e a possível diversidade de suas resistências.

Cálculos de Fck e MPa são premissas para projetos futuros e, para facilitar um pouco as coisas, nós podemos contar com os estudos prévios dessa ciência. A experiência dos profissionais envolvidos na obra com certeza também serão decisivas, assim como a real qualidade do produto escolhido para compra.

Esperamos ter colaborado um pouco com o seu conhecimento,
muito obrigado.

 

Como sei quando é hora de reformar a casa?

Todo imóvel, por mais conservado que esteja e por mais cuidadosos que sejam os moradores, precisa de vez em quando passar por reformas. A partir de pequenos reparos, problemas bem maiores são evitados no futuro. Se você se questiona às vezes se a sua casa está precisando de uma reforma ou se isso pode ficar para mais adiante, veja a seguir algumas dicas a respeito dos sinais mais evidentes de que você deve fazer alterações ou reparos no local! Será que você sabe quando reformar a casa?

Problemas hidráulicos

Os principais vestígios de que a casa está com problemas nas tubulações de água e esgotos são a pintura estufada na parede, marcas de mofo e superfície fria e úmida demais. Tudo isso pode indicar que existem vazamentos nos canos ou infiltrações dentro das paredes. Se a parede for recoberta por azulejos, o indício mais claro é quando esses revestimentos começam a se soltar com extrema facilidade, descolando-se da superfície. Situações como essas devem ser tratadas rapidamente, a fim de não gerar danos à estrutura do imóvel.

Problemas elétricos

Problemas com as instalações elétricas podem apresentar vários sinais. Se acontecem quedas frequentes e imprevistas de luz na sua casa, se os disjuntores desarmam com frequência ou se os interruptores dão choque, a estrutura de eletricidade tem que ser revista. Quando tomadas apresentam aquecimento excessivo e manchas carbonadas, você não deve mais utilizá-las até que saiba a causa. A demora no conserto pode originar curtos-circuitos, aumento de sua conta de luz e defeitos em aparelhos e eletrodomésticos.

Tintura desbotada

A cor das suas paredes é importante para dar um clima de limpeza e melhorar a parte estética dos ambientes. Talvez a tinta já esteja manchada, descascando ou desbotada. Se a situação não o estiver agradando, pense em dar um novo colorido a suas paredes.

Desgaste nos acabamentos

Os pisos, telhados, revestimentos, as louças e papéis de parede duram bastante se forem bem cuidados, mas isso não que dizer que eles duram para sempre. Com o tempo, essas peças vão mostrar sinais de uso e de desgaste, até chegar o tempo de trocá-los. Pode ser uma boa época para repensar as cores e motivos para dar um visual diferente no imóvel.

Desgaste nas esquadrias

Portas e janelas, depois de anos de uso, ficam com as dobradiças enferrujadas, o que, às vezes, deixa as esquadrias emperradas ou mais difíceis de abrir e fechar. Se o material for madeira, há a possibilidade de as esquadrias serem atacadas por cupins, mofo e outros agentes. Avalie a situação de suas portas e janelas, observe se ainda estão belas e protegendo o interior de sua casa.

Falta de identificação com os ambientes

Nem sempre o problema que demanda uma reforma tem que ser estrutural ou funcional. Sua casa precisa lhe dar prazer de morar nela e refletir sua personalidade. E a aparência e estética que você investe nela cumpre bem esta função. Se você mudou os gostos pessoais, mas seu imóvel não o acompanhou ainda, pode ser um bom momento para reformá-lo.

Chegada de um novo membro da família

Está para chegar um bebê na família? Ou um parente vai morar com você ao longo de alguns anos? Talvez seja preciso remodelar alguns ambientes para receber bem e com cuidados este novo morador.

O estado de alguns ambientes o está incomodando ou você já se sente aborrecido com o estilo e o mobiliário de sua casa? Então chegou a hora de reformar. Reflita bem sobre o caso, elabore um bom planejamento e mãos à obra! Sua casa está precisando de uma reforma agora? Quais são as partes de seu imóvel que gostaria de mexer? Conte para nós nos comentários!

Como planejar uma reforma em casa?

Obras em casa são estimulantes e trazem alegria aos moradores quando são bem organizadas, mas podem se transformar em uma baita dor de cabeça se não saírem conforme se esperava. Antes de começar a derrubar as paredes, é essencial montar um planejamento para que tudo saia do jeitinho que você quer. Que tal olhar um passo a passo de como planejar a reforma de sua casa e não ter surpresas desagradáveis durante o processo?

Faça uma lista de coisas que você deseja renovar

A primeira coisa a ser feita é definir o que será reformado no seu imóvel e os motivos para ser reparado ou mudado. Identifique tudo o que você quer alcançar: a partir de perspectivas mais funcionais, estruturais e de estilo. Ao demarcar que você vai mexer em apenas um quarto que está exibindo vazamento ou toda uma área do lugar, para renovar seu visual, você já terá bons elementos para saber o prazo e o custo que a obra vai consumir.

Recolha as ideias para ajudar a visualizar o futuro

Agora que você já tem bem definido o local que vai reformar, é conveniente agrupar diversas ideias a respeito do que se está querendo alcançar. Você pode visitar sites de Arquitetura e de Design de Interiores, por exemplo, e conversar com especialistas do ramo. Reunir imagens de exemplos existentes é uma ótima maneira de criar inspiração e realçar o que as tendências e estilos mais lhe estimulam. Determine, deste modo, a qualidade dos materiais, estilos, cores e os volumes que vai adquirir.

Defina o orçamento que a obra vai lhe exigir

Enquanto você não sabia o quanto os materiais e a mão de obra encarregada de fazer as obras lhe custariam dentro do prazo para a reforma, você não poderia avaliar com precisão os custos da construção. Portanto, avalie o quanto você está disposto a gastar e procure os profissionais capacitados para realizar a empreitada. Pesquise os preços dos materiais em lojas, tanto físicas quanto na internet e faça vários orçamentos.

Mantenha-se atenta aos imprevistos

Por mais que se planeje uma obra, situações inesperadas podem acontecer: as más condições climáticas eventuais atrasam o andamento do serviço, bem como pode acontecer caso o profissional contratado fique doente ou ocorra a quebra de materiais durante o transporte. Por isso, tenha sempre um plano B, uma carta na manga: pense em soluções rápidas que você poderia praticar para esses imprevistos, como ter o contato de um pedreiro ou pintor reserva guardado na agenda, por exemplo. Vale a pena ainda comprar um número um pouco maior de materiais, como peças de azulejos e tacos de piso, para que uma reforma futura não traga dificuldades para localizar o mesmo tipo de material no mercado.

Pense sobre onde você ficará durante a realização da obra

Antes ainda de começar a construção, é preciso avaliar como isso vai impactar em sua vida. Se o “quebra-quebra” vai atrapalhar bastante sua rotina e você não deseja habitar a casa durante a reforma, planeje também onde ficará ao longo deste tempo.

Pense sobre como você vai lidar com os restos e a sujeira

Toda obra gera sujeira e entulhos, como resquícios de tinta, sobras de concreto e estilhaços de vidro ou azulejos, por exemplo. É necessário raciocinar sobre como você, no papel de dono da obra, vai lidar com essa situação após a reforma ser concluída. Você pode contratar alguém ou uma empresa para remover esses materiais e a sujeira do local, ou deixar contratado com o pessoal encarregado da obra essa tarefa, como parte integrante do serviço.

Você está pensando em reformar sua casa ou algum ambiente de seu imóvel? Se ficar com qualquer dúvida visite o site da JOFEGE ou escreva para nós através do espaço de comentários!

Saiba por que uma argamassa de qualidade pode fazer a diferença na sua obra

A argamassa é um produto constituído por cimento, cal hidratada e areia. Atualmente, as indústrias acrescentam aditivos químicos e minerais para substituir a cal. A finalidade da argamassa é unir os materiais que compõem uma obra e/ou reforma civil. Isto é, ela serve para aderir tijolos, blocos de alvenaria, pisos e contrapisos, dando rapidez e qualidade na construção.

Neste post você vai entender por que uma argamassa de qualidade pode fazer a diferença na sua obra ou reforma. Ficou curioso? Continue lendo!

Protege a base da sua obra

O chapisco é um tipo de argamassa fina, cuja finalidade é preparar a base de qualquer construção, tornando-a mais rugosa e homogênea para a absorção de agentes agressivos como água, vento, contaminantes atmosféricos e qualquer fator que comprometa aquela base.

Esse produto absorve as deformações que os elementos estruturais e os blocos de alvenaria não conseguem evitar. Ou seja, não apresentam fissuras durante a execução da obra, tornando a base mais segura e apta para as etapas seguintes, como levantar as paredes, por exemplo.

Contribui para o isolamento térmico e acústico

Uma obra de qualidade além de segura deve ser protegida das variações de temperatura e ruídos externos. Para isso, usa-se uma camada mais grossa de argamassa, conhecida como emboço. Além de unir os tijolos, aumenta-se a espessura da parede, tornando-a segura do calor, do frio e dos barulhos vindos de fora.

Facilita o acabamento

Mais do que proporcionar rapidez, segurança e isolamento térmico e acústico, uma argamassa de qualidade facilita a etapa de acabamento.

O emboço consegue aperfeiçoar a obra, devido à estanqueidade à água e aos gases. Em outras palavras, a argamassa consegue ser isenta de furos, trincas ou porosidades que deixam entrar ou sair o conteúdo aplicado do acabamento.

Para melhorar a pintura de uma parede ou assentar um piso, deve ser utilizado o reboco. Trata-se de uma fina camada aplicada após o emboço, tornando a parede mais homogênea e apta para as tarefas finais da construção. Muitas vezes, também é utilizado como acabamento.

Nem sempre preço alto é sinônimo de maior qualidade

A argamassa garante rapidez na construção, segurança contra agentes externos, gera conforto e facilita o acabamento. Logo, um produto de qualidade é a chave para o sucesso de qualquer obra. Qualidade, entretanto, não pode ser confundida com preço alto. Pessoas são condicionadas a comprar produtos que estão em evidência no mercado ou pelo preço alto. No caso da argamassa, qualidade nem sempre é sinônimo de preço alto. A dica é estar atento às marcas vendidas. Compare preços, pesquise sobre as marcas e esteja atento às novidades do mercado, há marcas de excelente qualidade e baixo custo. Procure saber sobre os clientes que as usam e o que eles têm a dizer sobre o produto.

Tenha sempre uma equipe qualificada e comprometida na execução da obra, para que eles saibam aplicar as camadas daquele produto de acordo com as normas técnicas estabelecidas.

Com essas dicas, será possível melhorar a execução da obra de forma simples e rápida, sempre cuidando da qualidade. E então, você ainda tem alguma dúvida ou quer compartilhar alguma sugestão? Escreva para nós através dos comentários!

Conheça e entenda os diferentes tipos de argamassa

A argamassa é um produto importante e fundamental em qualquer construção. Se você tem a intenção de adquirir essa mistura para assentar o piso de seu imóvel ou colocar os azulejos das paredes de alguns ambientes em seu apartamento, por exemplo, possivelmente vai se deparar com a dúvida de qual seria o tipo certo para comprar. A mistura é básica para qualquer intuito: água, cimento e areia. Mas há uma espécie de argamassa específica para cada serviço que for realizado em sua casa, você sabia? Que tal conhecer esses tipos e não errar na sua obra?

A argamassa para assentamento de alvenaria

Este é um modelo basicamente estrutural de argamassa, utilizado para unir blocos e tijolos nos tradicionais serviços de alvenaria. Uma de suas funções é a proteção de paredes e tetos, pois a argamassa faz uma impermeabilização das superfícies. O material é aplicado com instrumentos específicos, como a colher de pedreiro ou por meio de bisnagas sobre o local de instalação, em áreas recém-construídas.

A argamassa para revestimento

Duas ou três camadas são aplicadas normalmente para nivelar a estrutura e protegê-la. A primeira demão é chamada de chapisco, que cobre a aderência das outras camadas; a segunda fase é o emboço, que recheia os buracos e aplaina a superfície; e a terceira demão, que é opcional, chamada de reboco, acomoda um diferencial estético ao projeto. Existem estruturas, como muros e paredes simples de sustentação, onde o planejamento pode ter parado na ideia de chapisco; o revestimento pode contar ainda com outras possibilidades interessantes, como acabamentos em textura, pinturas especiais, massa corrida, aplicação de pedras, entre outras soluções.

A argamassa para assentar revestimentos

Muitas vezes o projeto de um ambiente prevê a colocação de azulejos, pedras de granito ou de mármore, ladrilhos, cerâmica e demais revestimentos, com funções claramente estéticas. Em geral, essas peças são assentadas sobre o nível de emboço. Já nas soluções para o piso de um ambiente, é bastante comum aplicar uma camada de contrapiso (ou seja, uma argamassa acamada para regularizar e nivelar o chão).

As argamassas industrializadas

Muito comuns no mercado, esses tipos são uma mistura já preparada para facilitar a mão de obra no serviço de construção, bastando adicionar água à massa. Está bastante voltada para a aplicação de revestimentos cerâmicos e demais coberturas, ficando popularmente conhecidas como argamassas colantes. Apresentam também diferentes subtipos:

Argamassa AC-I

A argamassa AC-I resiste bem aos esforços, à temperatura e à umidade de ambientes internos. Por isso, seu uso é aconselhável para os pisos e azulejos de áreas molháveis de residências, a não ser as saunas, churrasqueiras e estufas, por exemplo.

Argamassa AC-II

A argamassa AC-II tem boa adesividade e resistência à variação de temperatura e, por isso, é indicada para os pisos e parede, tanto em ambientes externos quanto internos;

Argamassa AC-III

A argamassa AC-III tem aderência superior às anteriores, sendo recomendada para uso em pisos e paredes externas com exposição à elevada temperatura ou condições mais severas de ventilação, o que inclui as saunas e churrasqueiras, por exemplo.

Agora que você já sabe os diferentes tipos de argamassa que existem no mercado, será capaz de escolher a que se ajusta melhor à sua construção. Já descobriu de qual delas vai precisar em sua obra? Ou tem alguma outra dúvida? Dê sua opinião, escreva seu comentário!

6 dicas para acertar ao contratar um pedreiro para a sua obra

Para ter um resultado positivo e satisfatório na construção ou na reforma da sua casa não basta ter boas ideias e bons projetos, pois quem irá fazer o que está na cabeça e no papel virar realidade será o pedreiro. Portanto, deve-se acertar também na hora de contratar um pedreiro e tomar os devidos cuidados para que tudo saia como o planejado. Como em todos os mercados, existem profissionais com várias características, profissionais bons e ruins, lentos e rápidos e assim em diante. Diante disso, é interessante observar algumas dicas para acertar ao contratar um pedreiro para sua obra. Confira a seguir:

Tenha referências e indicações

Sempre é bom ter alguma referência a respeito do pedreiro que se vai contratar. Pergunte a conhecidos, peça indicações de bons profissionais, consulte engenheiros, questione sobre os serviços, sobre a índole e o comportamento do profissional. Lembre-se de que informação nunca é demais.

Faça uma avaliação de currículo e carteira

Um pedreiro com experiência e uma vivência maior de obra é uma boa aposta, já que a prática aperfeiçoa o serviço prestado e, com isso, ganha-se em qualidade. Avalie a carteira de trabalho, veja há quanto tempo ele exerce a função, veja o que está descrito em seu currículo e, se for possível, volte à primeira dica e ligue para antigos empregadores citados na carteira de trabalho.

Prefira pedreiros especialistas

A profissão de pedreiro possui várias especialidades diferentes, e nem sempre os profissionais dominam todas elas. O chamado “pedreiro de acabamento” é especialista em assentamento de cerâmicas, porcelanato e, como já diz o nome, outros tipos de acabamentos. Isso não quer dizer que ele não seja capaz de fazer uma parede em alvenaria, mas o pedreiro especialista em alvenaria poderá lhe oferecer um serviço de melhor qualidade.

Evite diárias

Hoje em dia é comum o pedreiro cobrar por diárias — dele e de algum ajudante. Assim, você paga por dia que ele gastar para executar o serviço proposto. Sempre que puder, evite esta modalidade de contratação e sugira que seja por empreitada. Combine pagamentos após alcance de metas, por exemplo, quando acabar o primeiro cômodo receberá X reais, após o término do telhado receberá X reais, deixando sempre uma quantia para a entrega final do serviço. Desta maneira, provavelmente você não verá o pedreiro fazendo “corpo mole” e a sua obra ganhará em eficiência.

Elabore um contrato

Sempre que possível, elabore um contrato para a realização do serviço. Quando um contrato de prestação de serviço é assinado, por mais simples que seja, profissionaliza-se a tarefa, trazendo uma maior responsabilidade ao pedreiro contratado para a sua obra. Procure descrever os serviços e as condições dadas, bem como dados pessoais de ambas as partes. Desta maneira, se algo acontecer o contrato servirá como ferramenta para qualquer acordo.

Acompanhe o desenvolvimento

Para que as dicas acima sejam efetivas, além de segui-las, é preciso acompanhar de perto a obra. Ainda que você não entenda nada de obra, pergunte como determinado processo é feito, para que serve, quanto tempo vai durar etc. Demonstre interesse pelo serviço prestado e não só pelo resultado.

Está preparado para acertar na contratação de pedreiros para a sua obra e conseguir um bom resultado? Se você tem alguma sugestão para compartilhar, escreva para nós através dos comentários e continue acompanhando o nosso blog!

7 práticas para economizar na sua obra

Está pensando em construir? Preparamos para você 7 práticas para economizar com responsabilidade e aumentar a eficiência da sua obra. Antes de ler nossas dicas tenha consciência de que economizar é bom, mas é preciso sempre tomar cuidado com a qualidade do serviço. A economia de hoje pode ser um gasto extra no futuro e além disso pode comprometer sua obra e até mesmo sua segurança. Veja a seguir algumas dicas para economizar de forma consciente:

Contrate um engenheiro ou um arquiteto

Muitas pessoas querem construir mas não têm um bom conhecimento sobre o desenvolvimento de uma obra e muito menos noção de quanto custará todas suas ideias, portanto a nossa primeira dica para essas pessoas é consultar um engenheiro ou um arquiteto com o intuito de compreender todo o procedimento da obra e auxiliar com todas as outras dicas abaixo. Se tiver na dúvida entre engenheiro ou arquiteto, leia nosso post “Arquiteto ou engenheiro civil: quem devo consultar para a minha obra?

Entenda os projetos

É muito importante que você tenha conhecimento dos projetos. Sim, projetos está no plural porque uma construção exige mais projetos do que imaginamos e é preciso entendê-los para saber o que comprar e como fazer. Com os projetos compreendidos podemos sugerir alterações a fim de economizar em materiais, como, por exemplo, alterando o local dos banheiros para um mais próximo do outro, gerando uma economia de material hidráulico de instalação. Podemos diminuir a quantidade de rebaixamentos de gesso, trocar um piso de porcelanato por uma cerâmica etc. Percebeu a importância de compreender os projetos?

Tenha um bom planejamento

A mais importante dica para o seu bolso na construção é o bom planejamento. Toda e qualquer construção, se bem planejada, gasta cerca de 20% a menos do que construções sem este estudo. Calcule a quantidade de cada material que será usado, o tempo que levará para executar cada serviço, formas de pagamento e até mesmo se vai chover ou não, já que isso também pode influenciar. Quer um exemplo para clarear o quanto é impactante essa prática? No início da obra você precisa de 400 tijolos, quando chegar no próximo cômodo mais 400, no segundo andar serão 200 tijolos. Se você planejar um bom local para estocar, e comprar mil tijolos de uma vez, o preço por tijolo cairá mais de 20%, além de você pagar apenas um frete. São detalhes como esse que fazem você economizar na sua obra.

Pesquise preços

Nunca compre um material de construção na primeira loja que entrar. A variação de preços deste mercado é muito grande, portanto não tenha receio de ligar e pesquisar. Use a dica anterior e planeje compras em grandes quantidades, economize no frete e, se conhecer alguém que também esteja construindo, comprem juntos.

Escolha bem os profissionais

É importante conhecer, ou ter indicação sobre os profissionais que irão trabalhar para você em sua construção. Além disso, é preciso fazer um contrato de prestação de serviços e acompanhar de perto o trabalho. Uma dica interessante é não contratar profissionais por diárias, tente sempre negociar empreitadas, pagamentos ao término de etapas ou serviços. Desta maneira, o profissional terá mais compromisso com o tempo da sua obra. Mas sempre fique atento à qualidade e, caso não tenha conhecimento suficiente, volte à primeira dica e consulte alguém para auxiliá-lo.

Pense no futuro

Não basta economizar apenas na obra, é importante pensar no futuro e nos gastos de funcionamento e manutenção. Se você gastar mais ao comprar as lâmpadas e comprá-las de LED, seu gasto com energia elétrica será cerca de 30% menor. Invista em aquecimento solar para água e o custo de instalação com certeza será pago em pouco tempo de economia de energia dos chuveiros. Visite também lojas de materiais reciclados e tente reaproveitar algo em sua obra.

Vá direto à fonte

Está lembrado dos tijolos da terceira dica? E se você comprá-los direto na fábrica de tijolos? Com certeza sairá mais barato do que comprar no depósito do seu bairro. Comprar com fabricantes ou distribuidores geralmente ajuda a economizar bastante nos gastos com materiais, portanto não tenha medo, pesquise e ligue sempre que precisar.

Seguindo estas práticas com certeza você economizará na sua obra. Qual dica você achou mais importante? Ficou com alguma dúvida? Deixe o seu comentário!

Chapisco, emboço e reboco: o que são e para que servem

Chapisco, emboço e reboco, três nomes que ouvimos em qualquer obra a todo momento, mas afinal, o que são? Para que servem? Todos eles são tipos, ou etapas de revestimento, têm como função corrigir as imperfeições da alvenaria e superfícies irregulares, preparando a obra para receber algum tipo de acabamento, como pintura, cerâmica, porcelanato, etc. Além disso, estes revestimentos ajudam na estanqueidade e isolamentos térmico e acústico da edificação. Continue com a leitura e entenda um pouco mais sobre cada um desses termos:

Chapisco

O chapisco é o primeiro revestimento a ser aplicado diretamente na alvenaria ou no concreto. Consiste em uma camada rugosa e áspera, que tem como função dar uma maior aderência para o próximo revestimento. Em locais que não há necessidade de acabamentos finais mais elaborados, como os muros, por exemplo, é comum encontrarmos o chapisco como revestimento final. Portanto, o chapisco, composto por cimento, areia e água, possui uma alta resistência mecânica e a camada com esse revestimento deve ter a espessura de, no mínimo, 3mm.

Lembre-se de que é necessário respeitar o tempo de 24h de cura antes de aplicar outro revestimento. Para superfícies mais lisas, como o concreto, é recomendada a utilização de aditivos aderentes ou argamassas industrializadas específicas, chamadas de argamassas colantes.

Emboço

O emboço é o segundo revestimento a ser aplicado, vindo logo depois do chapisco. Ele consiste em uma massa mais grossa, que tem a finalidade de eliminar as imperfeições da superfície trabalhada. Desta maneira, o emboço é elaborado com a utilização de prumo e sarrafeamento com régua para que a superfície fique completamente alinhada e uniforme.

Geralmente, o indicado para o emboço é uma espessura de 2 a 3cm, que garante a proteção da alvenaria e um maior isolamento acústico e térmico. Sua composição normalmente utiliza cal, além do cimento e da areia. O tempo de cura recomendado é de 7 dias.

Reboco

A terceira camada do revestimento é o reboco, feito também com a utilização da cal. Trata-se de uma camada fina aplicada sobre o emboço para que a superfície fique completamente lisa e desempenada para receber o acabamento. A aplicação do reboco é feita com uma desempenadeira em movimentos circulares e sua espessura não deve ultrapassar 5mm.

Soluções eficientes

Agora que entendemos o que é cada um entre chapisco, emboço e reboco, podemos apresentar algumas soluções que o mercado da construção civil oferece hoje e que facilitam e aumentam a eficiência das construções. Hoje é possível comprar a argamassa de chapisco industrializada pronta, bastando misturar água e aplicá-la. No caso do emboço e reboco, a situação é melhor ainda, pois há a popular massa pronta. É possível, portanto, utilizar a argamassa de revestimento industrializada e usar a massa pronta para fazer o papel das duas camadas de revestimento, bastando misturá-la com água, assim como o chapisco, e aplicá-la com a utilização de réguas e desempenadeira, conforme citamos acima. Desta maneira o emboço e o reboco passam a ser uma só camada, ganhando em eficiência para sua construção.

Quer saber um pouco mais sobre o que é uma argamassa e suas aplicações? Leia também o nosso post “Entenda o que é argamassa e qual a função dela no projeto da sua casa”. E se você ainda ficou com alguma dúvida sobre os termos do post de hoje, não deixe de escrever para nós através dos comentários!